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Os idiotas da academia pós-moderna

No ritmo acelerado do século XXI, a imbecilidade parece ter os dias contados. A natureza humana impõe regras cada vez mais exigentes ao nosso dia-a-dia e será justo que ninguém queira ficar para trás. Sempre que pensamos que estamos a ir em primeiro, há outros que já estão a regressar. Sempre que pensamos ter pensado alguma coisa em primeiro lugar já há outros que fizeram o caminho da experiência. Apenas a verticalidade e a lealdade parecem contrariar as regras de boa conduta dos dias de hoje. A demagogia passou a recorrer a palavras complicadas para não dizer absolutamente nada. Paradoxalmente, a inteligência passou a contar com vários tipos de idiotas uma vez que a inteligência não é mais do que a capacidade de perceber o real, no meio da complexidade de todas as realidades que rodeiam o indivíduo. É isso que explica a variedade da inteligência humana e o facto de alguns idiotas passarem por inteligentes e inteligentes passarem por idiotas. Tudo depende da relatividade da perceção do real e do saber. Apenas quem detém a sabedoria é capaz de saber gerir o seu talento. Pouco importa, sábios e idiotas são íntegros já que não sentem a necessidade de aparentar que são inteligentes. Einstein, o grande génio da ciência moderna, ajuda a explicar a teoria. Ele era considerado pelos seus colegas de escola como um anormal apenas por não demonstrar interesse pelo desporto. Já os professores consideravam-no um idiota porque não conseguia decorar nada e tinha comportamentos estranhos quando lhe era pedido para participar nas aulas. Em vez de responder diretamente às perguntas, como os outros alunos faziam, hesitava sempre argumentando que não tinha a certeza de nada. Como sabemos, em adulto, Einstein foi o grande crítico do ensino moderno considerando tratar-se de uma estrutura que reprime a inteligência apenas para formar obedientes e que a maioria dos professores perde demasiado tempo com perguntas para descobrir o que o aluno não sabe, quando a verdadeira arte de ensinar consiste em descobrir o que o aluno é capaz de saber (…)

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Em cima do joelho

Demagogia

Não vivemos apenas na era do consumismo, da tecnologia e informação, vivemos também a era da busca pelo conhecimento na medida em que a ciência nos afeta o quotidiano e nos molda a perceção que temos do mundo e do homem. Vivemos sob o auspício e domínio da ciência a germinar hábitos e tendências que se regeneram com novas descobertas. O conhecimento transforma-se em ideias, teorias e experiências e assume-se como vantagem competitiva do indivíduo e das sociedades desenvolvidas. Nunca o conhecimento chegou tão longe e a um número tão grande de pessoas. Esta transformação da sociedade e o modo como a vivemos, moldada por este conhecimento científico que nos abre novos horizontes de oportunidades, não tem interferido no comportamento da ação política que se mantém estática, galvanizada, …

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