Em cima do joelho

O metropolitano de Lisboa

Num momento em que se faz o ajustamento de empresas públicas e se avaliam índices de qualidade de serviço dessas empresas, o metropolitano de Lisboa contrai, regride e quer voltar aos anos ’80, onde a greve não causava qualquer dano à sociedade. O metropolitano não entende que banalizou o direito à greve de tal forma que vai acabar por ser vítima desse mesmo direito. Já não lhe serve a bandeira dos direitos adquiridos nem as consequências dos cortes orçamentais, na realidade trata-se de uma consequência de uma má gestão no meio de uma mentalidade saudosista em que o cidadão se vê duplamente penalizado [suporta o custo e fica privado do serviço]. Se as greves no metropolitano têm sido uma constante e se têm atravessado vários governos [um descontentamento permanente], por que razão não se legisla ou interpreta a lei na conjuntura atual? Se assim fosse, a paragem do metropolitano seria provavelmente ilegal, já que uma das consequências provém do facto de pôr em causa determinados direitos dos cidadãos, que vão desde a segurança pública, rodoviária, ambiental, passando pelo impacto que isso traz à economia e sociedade. Não se entende como o legislador não observa que o metropolitano se tornou num serviço “socialmente imprescindível” não sendo possível garanti-lo apenas com serviços mínimos. É urgente acabar com este descalabro caso contrário, o já notável número decrescente de passageiros, não conseguirá suportar o custo do bilhete que deverá subir substancialmente à medida que o metropolitano perde receita. Como em tudo, quem não tem sentido de serviço público, não pode estar ao serviço dele!

MetrodeLisboa3

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